segunda-feira, abril 18

Eu quero que você dê um sorriso gostoso.






Eu danço com a música do tempo. Eu faço com ou sem música. Eu choro com ou sem motivo. Eu mergulho pra me sentir sereia e entendo que sou parte do mar. Eu vivo intensamente os meus amores para não me arrepender do que não fiz para que existisse paixão. Eu acredito no amor e vivo por ele. Eu sinto a felicidade e busco por ela todos os dias dentro de mim. Eu como o que me dá vontade, posso me arrepender uma vez ou outra, mas eu já comi e fico bem. Costumo emagrecer e engordar e emagrecer com frequência, culpa da minha ansiedade pré e pós escrita. Eu sinto uma fome que parece não ser só minha, parece ser de todas as mulheres que gostariam de viver mais por elas, para elas. É uma fome que não finda, que não acaba que se renova a cada amanhecer e a cada nova face. Eu assisto ao mesmo filme várias vezes, sou capaz de ver o mesmo umas três vezes no dia. Tenho grande apresso por comédia e histórias de terror, mas não consigo terminar uma frase que seja nesse intuito, só me vem à vontade de escrever o que eu vivo de mais intensamente. Gosto de escrever sobre os meses, pelos meses. Acompanho as fases da lua e cada dia estou de afeto com um planeta. O que me resta é ler o horóscopo todos os dias no jornal e perceber que tudo está tão igual. Costumo guardar dinheiro e só encontrar depois dentro do bolso do jeans, bem lavadinho. Eu acredito em deuses, fadas, ninfas e afins. Sou metade homem e por vezes sertanejo. Rezo todos os dias, às vezes até dormindo. E mesmo que eu sofra baixinho dentro de mim pulsa uma agonia frenética que escorre pelos meus dedos e me causa múltiplos orgasmos literários. Eu não quero que você sofra quando me lê, não quero ibope, só quero que você me conheça e perceba algo de mim em você.



Marina Lua

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